Seongnam usa trio de meias ofensivos e dois atacantes

Sempre cabe a ressalva: esta análise refere-se a um jogo específico, não acompanhei o histórico recente para saber se os últimos jogos confirmam este sistema como tendência ou predileção, muito menos há garantia de que os coreanos vão encarar a Inter de Milão jogando desta forma. Com este ‘P.S’, introduzo o debate sobre o Seongnam, semifinalista do Mundial de Clubes após golear o Al-Wahda por 4 a 1.

O Seongnam jogou no 4-4-2 com um volante centralizado e linha de três meias ofensivos – ou 4-1-3-2, para quem gosta dos desdobramentos em quatro faixas. E está neste trio a maior virtude da equipe coreana, não apenas pela presença do colombiano Molina como destaque, mas sim pela estratégia utilizada.

Os meias do Seongnam não permanecem rígidos a uma zona específica de movimentação. Eles seguem posicionamentos iniciais que respondem à disposição original – Molina na esquerda, Choi centralizado e Cheon na direita. Mas a cada transição ofensiva entram em rotação – Molina passa para a direita, ingressa pelo meio, o mesmo faz Choi pelos lados, ou Cheon no centro e na esquerda.

Com esta movimentação, o Seongnam tenta indefinir a marcação adversária. Combatendo por zona, na teoria os laterais do Al-Wahda pegavam os extremas coreanos, e o volante Magrão perseguia Choi. Mas tamanho volume de diagonais, aprofundamentos laterais e inversões de posicionamentos servem para que os defensores não saibam exatamente quem marcar, e neste breve momento de indefinição a equipe abre espaços.

Os laterais apoiam alternadamente, em auxílio ao meia que estiver com a posse de bola. No outro lado, o lateral oposto permanece na base, formando o quarteto defensivo com o bom volante Kim, e com os zagueirões Ognevoski e B.K Cho. Na frente, um atacante lateraliza e o outro vai para a área – embora pareça-me mais baixo, é D.G Cho quem mais procura a referência, enquanto Radoncic prefere cair pela direita.

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3 respostas para Seongnam usa trio de meias ofensivos e dois atacantes

  1. edungeon disse:

    E tem esperenças desse sistema funcionar contra a Inter de Milão? Ou como todo time que joga com os europeus se fecha todo e espera não levar goleada… =P Me lembro do América do México no mundial ainda.

  2. Danilo disse:

    o numero 6 do seongnam chama-se jeon e não cheon

  3. Leo disse:

    Unificação de Títulos: O Grêmio Maringá campeão em 1969 ao bater o Sport por 3×0, do robertinho que reunia clubes do Centro-Sul, Norte e Nordeste que não estavam no Robertão, classificou-se para uma final melhor de três contra o Santos, campeão do robertão 68. Foram 2 jogos com empate em 2×2. O Peixe desistiu do último jogo e a CBD deu o título de campeão brasileiro aos paranaenses a vaga para a Libertadores ficou com o Galo do Norte. Em 1969 decidiu-se que a CBD não mandaria representante nacional para a Libertadores, ficando os maringaenses de fora. Concluo que o Grêmio de Maringá na unificação dos títulos nacionais, pode ser elencado como campeão Brasileiro também.

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