Peñarol bloqueia o centro mas permite bola aérea

Assisti nesta noite de quarta-feira à derrota do Peñarol para o Goiás por 1 a 0, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Oportunidade para debatar o sistema tático e a estratégia da equipe uruguaia.

O Peñarol distribui-se no 4-5-1 com três meias ofensivos (ou 4-2-3-1). Os laterais Aguirregaray e Dario Rodriguez pouco apoiam, mantendo-se alinhados aos zagueiros Alcoba e G.Rodriguez; Sosa e Arévalo formam boa dupla de volantes combativos, tendo Sosa como saída mais frequente pela direita; Estoyanoff (dir), Pacheco (centro) e Martinuccio (esq) foram os meias ofensivos, abastecendo – ou tentando – o centroavante Ramis.

Sem a bola, a estratégia uruguaia foi bloquear a faixa central entre-intermediárias. A linha defensiva adiantou o posicionamento, marcando alto, e empurrando os volantes e meias para combater com pressão sobre qualquer jogador do Goiás que recebesse a bola. A ideia me parece clara: forçar o Goiás a sair de perto da área uruguaia, lateralizar sua articulação, ficando longe do gol.

De início o Goiás não compreendeu a proposta do Peñarol, e seus atacantes – Rafael Moura e Felipe – entraram diversas vezes em impedimento nas poucas infiltrações de êxito frente ao bloqueio central. A zaga estava adiantada, lançamentos médios ou longos não seriam boas alternativas.

O Goiás conseguiu então encontrar um bom caminho: bola alta. Estranhamente o Peñarol tentou, com a marcação adiantada e o combate intenso no jogador com a posse, espremer o Goiás, ‘espirrando’ sua articulação para os lados. Mas não se preparou para o combate aéreo. Induziu o Goiás a fazer cruzamentos sem contar com uma defesa confiável. Desta forma aconteceu o gol goiano.

Com a bola, sem o apoio dos laterais, o Peñarol depende das aproximações dos meias. Pacheco adianta o posicionamento para auxiliar Ramis, mas hoje a estratégia cautelosa obrigou os wingers a acompanhar os laterais goianos, retirando velocidade da transição ofensiva. Quando a equipe recuperava a bola, havia muito campo a se percorrer entre o trio e o centroavante, permitindo ao Goiás se organizar. Certamente foi uma proposta para ‘perder de pouco’, com a esperança de reverter o déficit em Montevidéu.

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