Roth escolhe os substitutos certos na linha ofensiva do Inter

Assim que chegou ao Inter, Roth identificou no elenco as caracteristicas ideias à implantação do sistema tático 4-5-1 com dois volantes e três meias ofensivos (ou 4-2-3-1). E assim o fez, escolhendo jogadores de pés invertidos para atuar pelos lados – o destro Taison (depois Rafael Sobis) na esquerda, o canhoto D’Alessandro na direita, um apoiador combativo e criativo ao mesmo tempo no centro (Tinga), dois volantes e laterais que apoiam alternadamente.

Taison foi embora, Rafael Sobis o substituiu mas está lesionado, e o terceiro jogador escolhido por Roth – Giuliano – serve à Seleção Brasileira. D’Alessandro está com o selecionado argentino. Tinga também não enfrenta o Ceará hoje. A linha ofensiva, portanto, foi dizimada.

Como reconstituí-la? Buscando no elenco jogadores que preservem as características de quem sai. Primeiro, é preciso refletir sobre a linha colorada ideal: na esquerda, um winger incisivo. Taison agregava velocidade, e Sobis a capacidade de definição. Jogadores que saem do lado em direção à área adversária. Na direita, o winger armador. D’Alessandro organiza o time, abre o corredor para a passagem do lateral, e do lado faz seus lançamentos ou chama para a tabela curta. Tinga é o jogador participativo, que se movimenta em curta faixa de campo, de lado a outro, para o toque curto e a assistência.

Edu pode ser este winger-definidor. Tem bom chute, cabeceia, sabe se posicionar na área, e à medida do possível também dribla e parte para cima do marcador. Boa escolha. Marquinhos pode ser o winger-armador, embora mais velocista e incisivo que D’Alessandro, mas ainda assim um jogador híbrido – atacante ou meia, conforme a exigência da partida. Outra boa escolha. E Andrezinho, que não consegue jogar pelo lado, centraliza a organização, para o passe entre os zagueiros, e o auxílio aos volantes na marcação. Mais um acerto.

Veremos à noite como os três jogadores atuarão contra o Ceará. A perspectiva é boa para o Inter, desde que esta projeção de fácil adaptação do trio às funções dos titulares se confirme.

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3 respostas para Roth escolhe os substitutos certos na linha ofensiva do Inter

  1. Eduardo disse:

    Eduardo, muita gente vê o Marquinhos muito mais parecido com o Taison. Não seria questão de pensar que o Marquinhos faz a do Taison e o Edú a do D’alessandro?

  2. Cecconi, tenho minhas dúvidas. Na minha modesta opinião, o Marquinhos deveria ser o substituto do Taison, e não do D’Ale. O vejo com as características mais parecidas com a do agora atacante do Metalist. Uma simples inversão de papéis com Edu, não melhoraria o Inter? Sinto que falta um jogador que encoste mais no centroavante, abrindo espaços a dribles e com jogadas, vindo de trás, e para mim, o Marquinhos tem mais característica que o Edu para esse tipo de posicionamento.

    Parabéns pelo blog, sigo acompanhando agora fora do ClicRBS também. Abraço!

  3. Filipe Nunes disse:

    Primeiro: Isso sim é elenco.
    Sobre a questão tática: Dá pra traçar um paralelo, entre a escolha de Wenger, em adiantar o Diaby (pela lógica seria Wilshere) e a do Roth usando o Tinga como meia central. Ambas, na teoria, favorecem o desarme no campo ofensivo. Se fossem “mais barcelona” na marcação, com a mesma pressão, seriam times mais fortes ainda.

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