Mascherano aprofunda o posicionamento no Barcelona

Guardo, sempre, boas referências teóricas de profissionais que sabem expressar ideias. Um destes conceitos – recordo hoje – serve para ilustrar algo que aconteceu na partida Rubin Kazan 1 x 1 Barcelona, pela Champions League. O autor é o técnico Tite, que comanda o árabe Al-Wahda:

“Volante que aprofunda o posicionamento não se torna terceiro zagueiro”.

Este é o movimento exato reproduzido pelo Mascherano na Rússia. O argentino foi o primeiro volante, ou o vértice de um triângulo de base alta no meio-campo do Barça, dentro de seu predileto sistema tático 4-3-3.

Para “espetar” seus laterais no alto do campo, Guardiola abriu o posicionamento dos zagueiros. O Rubin, no 4-5-1 em duas linhas, guarnecidas por um volante entre elas (ou 4-1-4-1) marcou a partir da própria intermediária, abdicando da pressão ou da agressividade para tentar, na ocupação de uma reduzida faixa de campo, retirar objetividade das trocas de passe espanholas.

Frente a este paredão, Puyol e Pique precisaram fazer a saída de bola. E este movimento se deu pelos lados, empurrando Maxwel e Daniel Alves para o campo ofensivo. Foi um efeito dominó de “empurrões”, afinal, com os laterais brasileiros no alto do campo, os pontas Iniesta e Pedro passaram a jogar em diagonal para o meio, abrindo o corredor e ao mesmo tempo aproximando-se de David Villa e dos meias.

A compensação defensiva se deu com Mascherano. Toda vez que Puyol e Pique abriam para sair jogando, o volante aprofundava o posicionamento. Jogou praticamente como um terceiro zagueiro, sem na prática configurar-se como tal. Era um movimento, um cumprimento de função, e não uma variação tática.

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4 respostas para Mascherano aprofunda o posicionamento no Barcelona

  1. Rudinei disse:

    Parabéns, a sua idéia é muito boa! Parabéns também pelo trabalho que vem realizando no ClicRbs.

    Abraços,

    Rudinei
    http://coloradosdeplantao.blogspot.com

  2. São esquemas diferentes, mas quando vi Piqué saindo tanto pro jogo me lembrei dum post seu sobre o Inter de Fossati, um post pré-jogo de Libertadores. Você deve lembrar.

    Abraço.

  3. Joel Cornelli disse:

    Isso mesmo Cecconi…
    Este é um erro comum nas análises de comentaristas e até mesmo nas leituras táticas durante os jogos feitas por nós técnicos. É um movimento interessante, que serve como alternativa durante o jogo, ou também, que pode ser incorporado como forma de atuar de uma equipe, fazendo com que este volante marque sempre o segundo atacante adversário (de velocidade e movimentação), quando se atua contra uma equipe com 2 atacantes.
    Um abraço
    Joel Cornelli
    http://www.twitter.com/cornellijoel

  4. Arthur Coelho disse:

    Quando o volante de contenção é o Busquets, o time funciona da mesma forma. Os zagueiros abrem pros lados e o Busquets aprofunda o posicionamento pra fazer a cobertura e liberar os laterais.

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